Vila Naiá – Imersão luxuosa reproduzindo o encanto da vila local

Região localizada a quatro horas de Porto Seguro, na Bahia, o Vila Naiá mantém-se fiel aos materiais e técnicas usados pela comunidade local, mas sem abrir mão do requinte. Em meio à natureza local, quatro suítes e quatro casas reproduzem as moradias de Corumbau como se fosse uma vila, estruturadas em palafitas de madeira, com telhados em taubilha presas pelo sistema de cavilhas que se comunicam entre si por passarelas suspensas de madeira, permitindo que a flora e a fauna se desenvolvam livremente.

Leia a matéria completa no site do Perfil Náutico.

Exclusividade no hotel Vila Naiá em Corumbau-BA

O Hotel Vila Naiá, localizado em Corumbau, no litoral sul da Bahia, pertinho de Trancoso, é marcado por suas extensas passarelas que interligam as suítes, as casas, a piscina e o restaurante que, juntos, formam a requintada hospedaria. No meio da natureza exuberante da praia de ponta do Corumbau, o hotel é bastante exclusivo, pois conta com apenas 8 habitações, proporcionando assim uma experiência única e intimista aos seus hóspedes. O destaque de seus serviços fica por conta da liberdade de horário e local das refeições, já que para pedir um prato, basta usar o walkie talkie que é entregue no momento do check in e solicitar o seu café da manhã, almoço ou jantar de qualquer lugar das dependências do hotel, inclusive da praia. O hoté é uma exelente dica de viagem para aproveitar o feriado prolongado da Semana Santa e Páscoa.

Leia no site do Diário do Turismo.

Viajando a Dois encontra no Vila Naiá um charmoso retiro

Andréa Monteiro diz que encontrou no hotel Vila Naiá muito mais do que esperava. Ao se deparar com uma praia quase deserta e acomodações em um lugar mais que tranquilo da Bahia, ela ficou maravilhada.

Leia a matéria no blog Viajando a Dois.

Ano-novo ostentação: pacotes acima de R$ 9 mil

Confira opções de pacotes de viagem para virada de quem não precisa economizar

Pacote de cinco noites, de 27 de dezembro a 1º de janeiro, para casal, no IL Campanario Villaggio Resort, em Jurerê InternacionalFlorianópolis, incluindo café. O réveillon terá ceia, open bar e apresentação da banda Ambervision. Site: bit.ly/jurerecampanario.

R$ 9.700

Villa Bebek oferece pacote com sete diárias, para casal, de 26 de dezembro a 2 de janeiro, com café. Na noite de réveillon haverá coquetel com petiscos e bebidas. Na praia de Camburizinho, em São Sebastião. Site: villabebek.com.br.

R$ 10.259

O valor é para oito noites por pessoa, no Egito, com saída em 30 de dezembro, pela CVC. Inclui aéreo, hospedagem no Cairo e quatro noites a bordo de um cruzeiro pelo Rio Nilo, com pensão completa e jantar de gala n a noite de réveillon. 

R$ 11.650

Quatro noites o casal, com café, festa de réveillon e programação de lazer no Sofitel Jequitimar, na Praia de PernambucoGuarujá. Site: bit.ly/jequitimar-soft

R$ 12.120

Seis noites para o casal, com pensão completa, no Grande Hotel Campos do Jordão. De 26 de dezembro a 1º de janeiro; inclui coquetel e ceia de réveillon, baile e show. Site: bit.ly/ghcampos.

R$ 12.380

O pacote do Casa Grande Hotel é para cinco diárias – de 28 de dezembro a 2 de janeiro – para um casal e uma criança de até 10 anos, com café e jantar. Estão programados shows de Wesley Safadão Anitta no dia 29 e dos DJs Fatboy Slim e Alok no dia 30. Na noite do dia 31, haverá ceia de réveillon, coquetel na piscina e queima de fogos na EnseadaGuarujá. Site: casagrandehotel.com.br.

R$ 23.885 

No luxuoso Nannai Resort Spa, na praia de Muro Alto (PE), sete noites para o casal, com café e jantar. A partir de 25 de dezembro até 6 de janeiro. No ano-novo, haverá festa com bufê open bar e show. Site: nannai.com.br.

R$ 27.300

Por sete noites para o casal, de 26 de dezembro a 2 de janeiro, no Vila Naiá, em Corumbau (BA), com pensão completa. Inclui ceia de réveillon, queima de fogos e fogueira na praia. No dia 1º, celebração com participação de índios pataxós. Site: vilanaia.com.br.

R$ 54.000

Uxua (foto), em Trancoso, tem pacote de sete noites, entre 27 de dezembro e 3 de janeiro, para casal. A suíte oferece ofurô, jardim privativo e banheira a céu aberto. Inclui café da manhã, jantar de ano-novo e transfer privativo do aeroporto para o hotel. Site: uxua.com.

Leia a matéria no site do Estadão.

PRAIAS VAZIAS E ALDEIAS INDÍGENAS: DESCOBRINDO O SUL DA BAHIA

Rota do Descobrimento leva a lugares como Corumbau, Santo André e Porto Seguro

PORTO SEGURO, PRADO E SANTA CRUZ CABRÁLIA – Não é difícil imaginar o paraíso virgem encontrado por Cabral e seus 1.500 marujos, quando avistaram, das caravelas portuguesas, o Monte Pascoal. Falésias vermelhas a perder de vista, recifes de corais, vegetação abundante, manguezais e rios navegáveis estão lá, até hoje, formando um cenário idílico, com praias quase intocadas.

Foi o que vimos ao visitar o sul da Bahia entre os municípios de Prado — onde fica um novo destaque da região, a Ponta do Corumbau — e Santa Cruz Cabrália. Entre um e outro, estivemos também em Porto Seguro e, é claro, em seus distritos Arraial d’Ajuda e Trancoso, além da comunidade de Caraíva. Berço do Brasil colonial, essa parte da Costa do Descobrimento (que, no geral, abrange quatro municípios capixabas e 12 baianos), continua não só se renovando, como abrindo novas frentes turísticas.

Maior cidade da região com quase 150 mil habitantes, Porto Seguro é o coração da Costa do Descobrimento. Sua fundação remonta a 1535 e algumas construções do século XVI ainda sobrevivem no pequeno e bem conservado centro histórico. Tem a terceira maior rede hoteleira do país, com 40 mil leitos. Em Cabrália, uma dica é o vilarejo de Santo André, que fica numa área de proteção ambiental cercada pela Mata Atlântica. Em Corumbau, o encontro do rio com o mar é a sensação.

Aliás, é lógico, em cada uma dessas cidades há praias para todo gosto. A seguir, um pouco do que encontramos de melhor na região. Difícil foi voltar para casa.

PORTO SEGURO: CASARIO RESTAURADO E 85KM DE PRAIAS

Uma das mecas do turismo brasileiro, Porto Seguro é muito mais do que axé e diversão. Nem todos sabem, mas o município começa em Caraíva e vai até a praia de Mutá, duas vilas de puro sossego, num total de 85 quilômetros de litoral.

Durante o dia, as barracas de praia são o programa predileto dos visitantes nesta cidade onde o sol brilha o ano inteiro. Ao anoitecer, o povo se encontra na Passarela do Descobrimento, também conhecida como Passarela do Álcool. O apelido é mais adequado para o carnaval, quando trios elétricos atravessam a avenida pontilhada pelo casario restaurado. Com seus bares e restaurantes, tem a melhor infraestrutura turística da região, por isso costuma servir como base a quem resolve explorar a Costa do Descobrimento.

— Os agentes de viagem vendem pacotes como se fossem cidades diferentes, mas é tudo Porto Seguro. Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva fazem parte da nossa cidade, para o nosso orgulho. Mas cada lugar tem sua alma — afirma Paulo Cesar Magalhães, secretário de Cultura e Turismo do município pela quarta vez.

Porto Seguro tem um aeroporto internacional com média de 12 a 15 voos diários. No verão que se aproxima, em compensação, serão 110 todos os fins de semana — incluindo dois de Buenos Aires e outros dois de Córdoba. Alguns anos atrás, o aeroporto recebia aviões também de Lisboa, Milão, Paris e Amsterdã. Hoje, o principal fluxo de turistas estrangeiros vem mesmo da Argentina. Em uma quinta-feira de setembro, mais de cem adolescentes argentinos esperavam na fila para atravessar de balsa o Rio Buranhém e chegar à vila de Arraial d’Ajuda, do outro lado.

Os períodos de festa são réveillon, carnaval e São João, que atraíram boa parte do 1,3 milhão de turistas do ano passado. Os casamentos, que há pelo menos dez anos se tornaram febre em Trancoso, agora são também um novo filão em Arraial, em geral organizados pelos hotéis e pousadas à beira-mar. Quem decide casar na região gasta em média R$ 100 mil, fora a hospedagem, em geral paga pelos convidados. Para fechar a pousada Canto d’Alvorada, por exemplo, paga-se R$ 27 mil, com direito a cem hóspedes durante três dias.

— Este ano já estamos chegando a 13 casamentos — conta Angela Kurz, proprietária da pousada.

Um dos novos programas para se fazer em Porto Seguro, especialmente para quem vai conhecer Trancoso, é visitar um dos 12 borboletários do Brasil, o Asas Mágicas, no quilômetro 57 da BR-367. Aberto há menos de um ano, é passeio ideal para a família, com um lago onde é possível dar uma volta de pedalinho e três grandes ambientes para as borboletas que deixam as crianças encantadas.

Lá, descobre-se que borboletas vivem de duas semanas a nove meses, dependendo da espécie. E que as que vivem menos se reproduzem mais. Há um laboratório de reprodução de borboletas onde cerca de 50 nascem todos os dias. O local — fundado pelo casal formado pela francesa Raphaelle Euler, de 29 anos, e o costarriquenho Félix Montas, 32 — fica aberto de quarta a domingo, das 9h às 16h.

E é impossível ir a Porto Seguro e não dar um pulinho na charmosa Arraial. Antigo povoado de pescadores separado do centro de Porto Seguro pelo Rio Buranhém (em dez minutos de balsa), a vila tem antigas construções e comércio repleto de artesanato local. Atrás da Igreja Nossa Senhora d’Ajuda, que começou a ser erguida por volta de 1550 e só foi concluída em 1772, os turistas fazem pedidos ao amarrar uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim na grade em frente ao mar.

À noite, é hora de jantar e se divertir na Rua do Mucugê e no Beco das Cores. Para quem tiver fôlego é possível dançar e cantar no Morocha Club até o dia amanhecer. De Arraial a Trancoso são 40 minutos de carro.

Embora muita gente diga “não é mais o que era antes” ao chegar no badalado Quadrado — especialmente aqueles que conheceram o lugarejo nos anos 70 —, percebe-se que a atmosfera ali é única na região, com restaurantes de alta gastronomia, lojas de marcas e pousadas de luxo.

Cada um na sua. Todos em paz

Em noite de lua cheia, turistas e locais se misturam diante da igrejinha iluminada pela natureza. Uma senhora pode ser vista vendendo cocadas, enquanto cavalos pastam perto de um grupo de estrangeiros. Cada um na sua, todos em paz.

— Aqui ninguém incomoda ninguém. Já vieram Beyoncé, Leonardo DiCaprio, Neymar. Ninguém fica em cima pedindo foto, todos se respeitam, por isso eles voltam — afirma Guto Jones, assessor especial da secretaria de Cultura e Turismo, também ele um ex-secretário.

Um pouco mais ao sul de Trancoso fica a Praia do Espelho, considerada uma das mais bonitas do Brasil. Está no caminho de Caraíva, a apenas nove quilômetros de distância da vila isolada — embora bem badalada na temporada, repleta de mansões ao longo do litoral. O caminho de Trancoso ao Espelho pode ser feito de bicicleta, em um dos 19 roteiros da Bahia Active, baseada em Porto Seguro.

O passeio dura oito horas e inclui lanche, água, isotônico, guias especializados, alongamento antes e depois do exercício e transfer de Porto Seguro até o Espelho (ida e volta). Com direito a muitas paradas para mergulho. Tudo sai por R$ 315 por pessoa.

— Sou carioca, mas me apaixonei por esse lugar — afirma Renata Tardin, proprietária da Bahia Active. — Daqui não saio mais.

Caio Barretto Briso viajou a convite da Secretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro.

CORUMBAU: ONDE O RELÓGIO É DISPENSÁVEL

A premissa espalhada por pescadores, índios pataxós, donos de bares e restaurantes e funcionários de pousadas dissemina a ideia de que, no dialeto tupi-guarani, Corumbau “é o lugar mais distante de tudo”. A porção de areia com 15 quilômetros de extensão debruçada sobre um mar de três cores e um paredão de coqueiros oferece um convite irrecusável ao isolamento do mundo. Na (boa) companhia, é claro, de comidas e bebidas típicas e de uma estrutura praiana artesanal configurada por bangalôs de sapê, espreguiçadeiras de madeira e futtons estampados com coloridas padronagens de chita.

— O mar é azul e verde, nos dias ensolarados, e café com leite, nos de vento e chuva, o que é muito raro — avisa a baiana da gema Goinha Santos, dona do Canal do Pampo, restaurante que ostenta a fama de servir o melhor arroz de polvo da região.

O acesso à Ponta do Corumbau, distrito de Prado, exige disposição — que será recompensada no primeiro minuto de estadia. O trajeto mais comum é por Porto Seguro, de onde se embarca numa segunda viagem de transfer ou ônibus com duração de duas a três horas (60km de estrada de chão). Outra opção é voar até Teixeira de Freitas (há só um voo diário, sempre com escala) e rumar para a Reserva Extrativista Marinha do Corumbau — selo decretado nos anos 2000 — de transfer.

No relógio, a contagem do tempo de viagem dá no mesmo. Durante o trajeto, o mar está escondido por vastas plantações de café, principalmente, pimenta, cacau, mamão e eucalipto. O mesmo relógio, porém, é esquecido quando se finca a bandeira na exuberante praia. “Que horas são?” e “Que dia é hoje?” são perguntas que não pegam bem na política da boa vizinhança local.

A primeira atração turística que aparece no caminho (ainda de carro) é o Monte Pascoal, que fica a cerca de 30km da costa. Considerado um dos marcos do Descobrimento do Brasil, está a 536 metros de altitude. Quando os portugueses aprumaram na costa brasileira, o monte teria sido a primeira porção de terra avistada pelos colonizadores: por causa das condições de navegação, as caravelas lusitanas não ancoraram por aquelas bandas.

Em 1961, foi criado o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, com 22.500 hectares, que abrange os municípios de Prado e Porto Seguro, e inclui uma reserva indígena. Um programa que os turistas costumam fazer é o piquenique aos pés ou no alto do morro. O cume é alcançado depois de caminhar uma hora por uma trilha íngreme ao lado do índio-guia.

Traduzindo o baianês

De volta à beira-mar, um clássico é margear a areia até a Ponta do Corumbau e se aventurar em caiaque, stand up paddle ou barquinho (há uma frota com 22 canoas) para cruzar o doce encontro do rio com a água salgada. O passeio de canoa (R$ 200 para quatro passageiros) inclui um brinde com caipirinha ou água de coco enfeitada com hibiscos e degustação de ostras. A bordo do “Gostosão”, minibarco pilotado pelo canoeiro Gilmar Jesus, aprendem-se palavras aleatórias do vocabulário local.

— Araçá é uma fruta tipo a goiaba; juerana é uma semente usada no artesanato; bujigão é um fruto do mar parecido com a lambreta; e aratu é o caranguejo vermelho que habita o manguezal pelo qual se navega — explica o canoeiro, que faz lembrar uma das figuras dos versos de Dorival Caymmi.

As embarcações partem o dia inteiro para se banhar no Rio Corumbau. Uma boa pedida é assistir ao pôr do sol (saída a partir das 17h30m). Do lado de lá do rio está Porto Seguro, onde há um estacionamento de bugueiros à espera de turistas para serem levados até Caraíva (30 minutos) e à Praia do Espelho.

Para quem madruga com o canto das galinhas, duas opções imperdíveis são a visita ao recife de corais, que avança um quilômetro mar adentro (é feito num barco de pescador que comporta de seis a dez pessoas, tem duração de três horas e custa na faixa de R$ 400), e o passeio para contemplar o espetacular nado dessincronizado das baleias jubarte (a temporada de avistamento vai de julho a outubro). Neste último, é preciso ir de carro até o vilarejo de Cumuruxatiba (1h30m), de onde saem as escunas (uma das empresas recomendadas é a Aquamar, que cobra em média R$ 100 por pessoa). Para não perder a viagem, vale aproveitar a ida ao vilarejo para observar a muralha de falésias multicoloridas.

De volta a Corumbau, que recebe 15 mil turistas por ano no verão e tem mil moradores, entre as atrações para além do mar estão a igrejinha de São Francisco de Assis, padroeiro da vila, e um farol, um de frente para o outro. No centrinho de terra batida, as opções de restaurantes com cardápios regados a mariscos também são todos vizinhos. Além do Canal do Pampo, Panela de Barro, Cantinho Nativo e Restaurante da Vila estão entre os top five.

Apesar de a maioria aceitar cartões de débito ou crédito, o sinal é instável. Então, dinheiro é sempre bom ter em mãos. Afinal, caixas eletrônicos, assim como farmácias, não chegaram até lá. Há duas mercearias para suprir o básico (bebidas, chinelos, biscoitos, ovos, velas).

Cortejados pela beleza da praia, os visitantes também encontram mordomia à altura nos hotéis. No Vila Naiá, cada suíte (são nove) tem um cantinho exclusivo na areia, com cadeiras para deitar, toalhas para se secar e um walkie-talkie, com o qual é possível pedir de água de coco a drinques e quitutes preparados na cozinha do resort. Frutas e folhas são colhidos no terreno da propriedade. Pães e torradas, de produção artesanal. Já nos quartos, aliás, escuta-se a melodia das ondas do mar.

— Corumbau é especial. Quando o ser humano pisa nessa terra sente uma paz e percebe que não precisa de muito para viver. Valoriza a vida das pessoas — resume Zeni Souza, gerente do Vila Naiá, sobre o espírito da região.

Carolina Ribeiro viajou a convite do hotel Vila Naiá.

SANTA CRUZ CABRÁLIA: PACATO ‘LEGADO DA COPA’

Em meio ao vaivém de carros e pessoas afoitas por aproveitar ao máximo os dias de sol nas praias de Santa Cruz Cabrália, é possível encontrar paz, sossego e privacidade esticando um pouco mais a viagem até o outro lado do Rio João de Tiba. Ali, do outro lado do corredor de água doce em meio à Costa do Descobrimento, o vilarejo de Santo André encanta pela rotina pacata e por cenários paradisíacos quase desertos, ideais para quem quer se desligar por completo.

E por “desligar por completo” leia-se “ficar fora do ar”, mesmo: raras são as redes de telefonia celular na área. O jeito é contar com o wi-fi do hotel ou pousada. Outra dica: sacar dinheiro antes de chegar, pois não há caixas eletrônicos no povoado e nem todas as lojas têm máquina para cartão. Mas frente às praias de água morna, cor esverdeada e sol intenso, gastronomia rica em peixes e frutos do mar, fácil é esquecer as responsabilidades.

Assim, sonegar descanso ao corpo e à mente seria falha passível de punição não fosse tão pacífica e intimista a recepção proporcionada pelos moradores aos recém-chegados. Pudera. A população de Santo André não chega à casa dos milhares — são menos de 800 habitantes.

Para se ter acesso a esse refúgio, é preciso embarcar a pé ou em veículo em uma balsa, que realiza a travessia entre as margens do João de Tiba a cada meia hora (das 6h às 19h30m; sendo que a partir das 20h sai a cada hora), em viagem que dura não mais do que dez minutos. Os moradores locais cumprimentam os turistas ao cruzarem com eles pelas ruas — quase todas de terra batida — com uma cordialidade que fazem qualquer forasteiro se sentir em casa.

Não raros são os estrangeiros que adquirem moradias na vila. No verão, a população chega a triplicar. Alemães, italianos e franceses parecem ser os maiores entusiastas, contam moradores. Coincidência ou não, a seleção alemã, que aplicou o traumático 7 a 1 no Brasil em 2014, escolheu hotel na região para a concentração naquela Copa do Mundo.

O Campo Bahia, composto por chalés de até cinco quartos, até hoje mantém homenagem à campanha histórica dos hóspedes tetracampeões. E coube ao resort Costa Brasilis ser o Media Center, hospedando, na ocasião, jornalistas de todo o mundo.

Fora do alvoroço causado pela presença alemã no Mundial, os visitantes mais ilustres da vila de Santo André são as tartarugas marinhas. Todo ano, de setembro a março, os espécimes nascidos na costa baiana retornam ao local onde foram chocados para botar os ovos. O caseiro Vevé, de 76 anos, conta que ele e outros moradores fazem um mutirão, há seis anos, para impedir a destruição dos ninhos na areia, que chegam a reunir 150 ovos.

— Quando começamos a sinalizar os locais onde estavam os ovos, anos atrás, eram apenas oito ninhos. No último período, ainda este ano, contamos 32 deles. Temos a ajuda de biólogos que nos dizem que, apesar desses animais passarem dos 100 anos de vida, poucos são os que sobrevivem ao primeiro ano. Tem visitante que fica irritado porque avisamos que não pode andar de buggy na faixa da areia. Mas não pode mesmo, nós não deixamos — afirma Vevé, orgulhoso.

Banho de rio, outra pedida

E se a proposta for a de variar as atividades, uma boa pedida é alternar o banho de mar ao de rio. Para isso, basta contratar um passeio de barco para uma volta no João de Tiba. Após o embarque na praia de Santo André e passado o ponto da travessia da balsa, o visitante se depara com ilhotas de vegetação densa, margeadas por mangues, que parecem nunca terem sido exploradas.

Estando na Costa do Descobrimento, impossível é não se colocar sob o ponto de vista dos primeiros turistas em solo brasileiro, 516 anos anos atrás. Fica a gosto do freguês tomar um banho de rio na parte mais funda ou rasa. Dá para se livrar do sal e da areia com a água no nível da cintura de uma pessoa adulta. É possível ainda fazer o passeio visitando o paredão de corais vizinhos à praia de Santo André. Mas depende da maré para ver a variedade de cores e texturas das espécies do fundo do mar.

Gastronomia menos óbvia

No capítulo gastronomia, destacam-se dois restaurantes. No El Floridita, que fica na pousada Corsário, na Avenida Beira-Rio, os ingredientes e temperos ganham ar de sofisticação. Da apresentação do prato às combinações sugeridas, a cozinha contemporânea torna menos óbvio o que será servido em um restaurante à beira do mar da Bahia e que dele tira boa parte do que exibe no cardápio. O restaurante participará do 1º Festival da Lagosta, de 20 a 27/11. Ali perto, o Gaivota, que também é endereço de pousada, oferece lagosta, aperitivos e cerveja gelada, entre uma lista extensa, na praia de Santo André.

Mas nem só de frutos do mar vive Santo André. Cachaça e doces, como geleia, compota e cocada, são traço marcante da culinária. A Oficina do Sabor, maior fábrica de doces caseiros, promove emprego, estudo e aperfeiçoamento profissional a 35 jovens, que reproduzem receitas criadas por Let, a responsável pelo projeto.

— Entre os sabores da cocada tem maracujá, coco queimado e branco, limão, abacaxi, banana, abóbora, de leite Ninho, chocolate e café. Mas fazemos também doces em calda de caju, banana, jaca e outras frutas da região — diz Let, que exibe o doce em quentinhas de até três sabores cada, ao lado de sacolas feitas, também pelos jovens, de caixas de leite reaproveitadas. Mais um prazer em área de natureza quase intocada.

O lugar é assim, explica-se, porque Santo André está dentro da APA Santo Antonio, uma área de proteção ambiental que está cercada pela Mata Atlântica. E é possível conhecer a região em passeios feitos a pé ou de bicicleta — o aluguel sai a partir de R$ 5 por dia.

Thalita Pessoa viajou a convite do Campo Bahia Hotel.

TURISMO INDÍGENA NA COSTA DO DESCOBRIMENTO

Benzedeira da tribo, Taquara tem 97 anos. É a índia mais velha da Reserva Indígena da Jaqueira, onde vivem 32 famílias pataxós. De olhos fechados, com um punhado de ervas nas mãos, abençoa o repórter com sua reza. Os pequenos olhos já viram de tudo. Como o “Fogo de 1951”, quando policiais de Porto Seguro e Prado atacaram a aldeia Barra Velha, formada no século XVIII, matando um índio, ferindo dezenas, prendendo 38 e dispersando boa parte da tribo. Taquara jamais fala sobre o episódio.

— Os mais velhos não comentam para evitar que a dor passe aos mais jovens — explica Syratay, cacique da tribo da Jaqueira. — Mas até hoje sentimos o que aconteceu. Muitos índios tiveram que amputar braço ou perna depois dos ataques. A cicatriz ainda não curou.

Dezenove tribos de Porto Seguro e arredores estão abertas à visitação. Agências de turismo levam grupos até elas ao menos uma vez por semana. Uma delas é a pioneira Pataxó Turismo, que organiza excursões com direito a pernoite, a quem desejar.

Visitar a reserva, a 12km do centro, é uma das experiências mais ricas para quem vai a Porto Seguro. O turista pode fazer trilhas, conhecer instrumentos de caça, a forma de viver em um kijeme (a oca dos guaranis), degustar peixe assado na folha de patioba e participar do Awê, cerimônia de canto e dança feita, dizem os índios, para entrar em harmonia com o sagrado e com a natureza.

Mesmo na reserva os índios enfrentam problemas. O Rio Itinga, onde as crianças nadavam e os adultos pescavam até poucos anos atrás, está quase seco. Rio acima, a Fazenda Bom Sossego, que planta cupuaçu, açaí, maracujá e mamão, fez uma barreira, causando impacto na vida da tribo.

— Se a gente não cuidar do rio, ele morre. Morrem os peixes, morre a água. Por isso precisamos preservar a floresta — afirma Natinauã, que fundou a tribo com suas duas irmãs, Jandaia e Naiara, em 1998, algum tempo após o assassinato do pai delas. — No início, enfrentamos resistência dos mais velhos de Barra Velha, a Aldeia Mãe, por sermos mulheres. Mas a tribo está aí, com quase 20 anos.

Na Jaqueira, os turistas também podem experimentar alguns rituais dos pataxós, como carregar um pedaço de tronco de madeira no peso equivalente ao da futura esposa — exigência feita aos noivos da tribo — ou desenhar no rosto a pintura típica de quem é casado ou de quem é solteiro, dependendo do estado civil.

Recepção na Aldeia Mãe

Já na Aldeia Mãe (Barra Velha), são 740 famílias com três mil índios da etnia pataxó, povoando oito mil dos mais de 22 mil hectares de terra do Parque Nacional do Monte Pascoal. Como o turismo na região ainda é incipiente, a visitação funciona em esquema de contribuição simbólica.

Ao receber a visita de um turista na aldeia, Akurynã, um dos anfitriões, improvisa um canto e uma dança referentes aos rituais indígenas praticados por ali — sempre aos fins de semana e em noites de lua cheia. Traz no tornozelo uma pulseira de palha com sementes penduradas, como um chocalho.

Quando firma o passo e pisa repetidamente é como se tocasse percussão com os pés. O turista ainda pode fazer pintura corporal. A cor preta é fruto da mistura de carvão com jenipapo; e a vermelha, normalmente feita com urucum, é preparada com argila das falésias.

Outra opção é sentar-se com as mulheres da aldeia para aprender sobre o artesanato local. Quem participa, sai de lá com bonitos colares recheados de sementes de pau-brasil. Versão bem menor da apresentação feita na aldeia pode ser encontrada nos hotéis de Corumbau. Todos os dias, um grupo de índios percorre as hospedarias da região vendendo acessórios e ministrando as aulas de artesanato.

SERVIÇO

COMO CHEGAR

Partindo de Porto Seguro, há ônibus ou transfer até Corumbau (164 km). Uma alternativa é ir de avião até Teixeira de Freitas (R$ 711, pela Azul) e seguir para Corumbau (110 km) de transfer. O transfer sai a R$ 400 por trecho (Porto Seguro ou Teixeira de Freitas). Robinho: (73) 98808-8846.

ONDE FICAR

PORTO SEGURO/ARRAIAL/TRANCOSO

Arraial Eco Resort: Diárias a partir de R$ 699, com meia pensão (café da manhã e almoço ou jantar) e serviço de balsa a Porto Seguro. Ponta do Apaga Fogo, Arraial d’Ajuda. arraialresort.com

Hotel Quinta do Porto: Diárias a R$ 180 (café da manhã) e serviço de balsa a Porto Seguro). Ponta do Apaga Fogo 1, em Arraial d’Ajuda. hotelquintadoporto.com.br

Hotel Estalagem: Casarão colonial, a 700m da Passarela do Álcool. Diárias a R$ 121 (café da manhã). Rua Marechal Deodoro 66. Porto Seguro. hotelestalagem.com.br

Pousada Tutabel: A 8km do Quadrado de Trancoso. Diárias a partir de R$ 1.850 (alta temporada) e R$ 1.480 (baixa temporada). Estrada da Praia 3.000.Itapororoca, Centro Histórico. pousadatutabel.com.br



PRADO/CORUMBAU

Vila Naiá: Diárias a R$ 1.498 (baixa estação) e R$ 1.950 (alta estação). Corumbau. vilanaia.com.br

Village Jocotoka: Diárias a R$ 300 (baixa estação); R$ 450 (alta estação). Corumbau. jocotoka.com.br

Loin de Tout: Diárias a R$ 350 (baixa estação) e R$ 400 (alta temporada). Corumbau. Tel. (11) 4590-2267.

CABRÁLIA/SANTO ANDRÉ

Campo Bahia: Diárias a R$ 2.016 (café da manhã). Na baixa temporada, R$ 880. Santo André. campobahia.com

Costa Brasilis: Diárias a R$ 577 (meia pensão). Santo André. costabrasilis.com.br

Pousada Gaivota: Diárias a R$ 150 (café da manhã). Santo André. Tel. (73) 3671-4144.

ONDE COMER

PORTO SEGURO/ARRAIAL D’AJUDA

Colher de Pau: Na Passarela do Álcool. Rua Augusto Borges 52.

Manito: Avenida Beira Mar 1.200.

Don Fabrizio: Rua Mucugê 333, Arraial d’Ajuda.

PRADO/CORUMBAU

Canal do Pampo: Corumbau. Tel. (73) 99143-2920.

Panela de Barro: Corumbau. Tel. (73) 98841-3041.

Restaurante da Vila: Corumbau. Tel. (73) 99162-0623.

CABRÁLIA/SANTO ANDRÉ

Gaivota: Rua Beira Rio 39, Santo André. Tel. (73) 3671-4144.

El Floridita: Rua Beira Rio 208, Santo André.

Oficina do Sabor: Km 49 da BA-001, Vila de Santo Antônio.

PASSEIOS

PORTO SEGURO/ARRAIAL

Memorial da Epopeia do Descobrimento: Réplica da Nau Capitânia, uma das 13 caravelas que atravessaram o Atlântico com Pedro Álvares Cabral. Construída em comemoração aos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil, tem 600m² de área e jardim botânico com vegetação de restinga. Guias dão informações sobre a colonização do país. Entrada: R$ 15.

Reserva Indígena da Jaqueira: O passeio custa na faixa de R$ 40. Quem quiser dormir paga R$ 180. Pataxó Turismo (pataxoturismo.com.br).

Passeio de bicicleta: Passeios de quatro horas a oito dias de duração — este último percorre boa parte do Sul da Bahia. São oferecidos pela Bahia Active (bahiaactive.com.br) e costumam partir do hotel onde os turistas estão hospedados.

Borboletário Asas Mágicas:asasmagicas.com.br

PRADO/CORUMBAU

Manguezal: De barco ou canoa pelo Rio Corumbau em meio ao manguezal. Desde R$ 200 para 4 pessoas. Bastião, telefone (73) 998171-1717.

Avistamento de baleias: De escuna para o avistamento de baleias, com saída de Cumuruxatiba. R$ 100 por pessoa. Acquamar, telefone (73) 98843-0875.

CABRÁLIA / SANTO ANDRÉ

Passeio de barco: Carlindo, tel. (73) 99142-1004.

Leia a matéria no site do Globo.



A coluna ECOERA entra no ritmo das férias e mostra três destinos ecológicos e luxuosos para suas férias.

Vila Naiá: chic do chic!

A Vila Naiá, próxima a Porto Seguro (BA), fica em meio a uma área de 50 mil m² na praia de Corumbau, ao sul da Bahia, com 15 quilômetros de areia branca, águas mornas e acesso reservado. Promovendo as comunidades locais de pescadores, os quartos e os espaços foram construídos reutilizando materiais da região. E mais um toque especial: a gastronomia é local e 100% orgânica.  

Kenoa Resort: paradisíaco

Localizado a 30 km ao sul de Maceió, na Barra de São Miguel, e coberto pela Mata Atlântica virgem, o Kenoa utiliza energia solar para aquecimento de toda a água, LEDs para iluminação e faz reflorestamento da mata nativa além de utilizar a flora local no paisagismo e de materiais de reflorestamento, uso de pedras naturais em substituição a materiais industrializados na arquitetura.

Spa Lapinha: para se reconectar coma  natureza

Destino de muitos que não apenas buscam  perder peso ou fazer um super detox, o Lapinha é um lugar lindo há duas horas de Curitiba, no Paraná. Possui seu próprio centro de produção orgânica, onde a maioria dos alimentos são cultivados e colhidos poucas horas antes das refeições. Destaque para as massagens relaxantes e para os passeios.

Leia a matéria no site da Vogue.

O que fazer em Corumbau, a capital do sossego

Com poucas pousadas e a duas horas de viagem do aeroporto mais próximo, vilarejo no sul da Bahia nunca está cheio demais. A pedida ali é relaxar – ou fazer um dos passeios abaixo.

A viagem até Corumbau, no sul da Bahia, é um exercício de contemplação. Não somente pelo tempo que leva – cerca de 4 horas entre a saída de São Paulo e os pés na areia –, mas pelas paisagens que misturam praias, fazendas e o imponente Monte Pascoal. O pequeno distrito do município de Prado é o lugar ideal para descansar a cabeça, comer bem a e engatar bons papos.

Corumbau tem apenas 700 moradores – e, mesmo nos feriados mais concorridos, o número de turistas não é suficiente para atrapalhar a calmaria. Diferentemente da badalada vizinha Caraíva, Corumbau conserva praias sempre sossegadas. A extensa faixa de areia branca é um convite para não fazer nada. 

Embora pequeno, o vilarejo tem  infraestrutura turística razoável, com pousadas simples e luxuosas. A Pousada e Restaurante Canal do Pampo (73-99143-2920), por exemplo, é interessante para quem não quer gastar muito. Com quatro apartamentos, com ar condicionado, Wi-Fi e TV a cabo, tem diária com café a R$ 200 o casal. Apesar da simplicidade, a pousada é bem localizada e o restaurante, de frente para o mar, oferece porções saborosas. A proprietária, Goinha Santos, conhece Corumbau como ninguém e é excelente companhia para uma conversa na varanda, regada a caipirinha.

Em contrapartida, o luxo oferecido pelo Vila Naiá não destoa da simplicidade da região. Rústico e confortável, o hotel se mistura à paisagem e oferece ao hóspede a possibilidade de estar em contato com a natureza, sem deixar de lado um serviço impecável. São apenas oito suítes, a poucos metros da praia. Não à toa, recebeu o prêmio de melhor hotel de praia da América do Sul, dado pelo guia Condé Nast Johansens em 2011. As diárias para o casal, com café, começam em R$ 1.200. 

Se entre um mergulho e outro você se entediar, escolha uma das atrações abaixo e divirta-se.

BALEIAS

As jubartes visitam o litoral da Bahia de julho a novembro, para se reproduzir e dar à luz seus filhotes. Para quem está em Corumbau, é preciso pegar a estrada até Cumuraxatiba, a 77 km. Lá, a Aquamar oferece passeios de barco para avistar os animais. Custa R$ 80 por pessoa e dura três horas, mas é importante ficar atento à previsão do tempo. É claro que você vai querer tirar fotos, mas não faça disso a razão do tour – a não ser que você seja um especialista, as imagens raramente ficam boas. Não esqueça o remédio para enjoo. Você vai precisar.

MONTE PASCOAL

Apesar de os 15 km de praia serem tentadores para quem visita Corumbau, o passeio até o Monte Pascoal pode surpreender. Para chegar ao Parque Nacional Monte Pascoal é preciso contratar o serviço de transporte 

(R$ 350 para quatro pessoas, informe-se no seu hotel). A entrada no Parque custa R$ 5 e o ideal é contratar um guia que pode acompanhar o turista em caminhadas na base do morro ou em trilhas na íngreme subida de quase 1.700 metros. Vale o esforço. A vegetação de restinga é coadjuvante quando se tem a vista para as praias.

GASTRONOMIA

Não precisa se preocupar com relação a comida em Corumbau. Os poucos restaurantes do distrito oferecem pratos bem feitos e fartos. Na Pousada do Pampo, a pedida é o arroz de polvo (R$ 120 para duas pessoas). Já no restaurante Cantinho Nativo, o carro-chefe é o bobó de camarão (R$ 80, para dois). O restaurante do Vila Naiá também atende não-hóspedes – o cardápio à la carte oferece entrada, prato principal e sobremesa por R$ 250. Os ingredientes são, em sua maioria, produzidos no próprio hotel. Se passar por Prado, aproveite os restaurantes do Beco das Garrafas – leia mais aqui.

PATAXÓS

A seis quilômetros de Corumbau fica a aldeia indígena de Barra Velha. Para visitá-la a partir do vilarejo,  é preciso contratar um serviço de barco (R$ 200), que sobe o Rio Corumbau. O passeio, feito em meio ao mangue, é delicioso e dura cerca de meia hora. Ao chegar, não espere encontrar uma aldeia tradicional. O local possui casas de alvenaria, mas isso não acaba com o encanto. Os índios produzem artesanato e bijuterias e ensinam aos turistas cantos e rezas do povo pataxó. O Vila Naiá organiza visitas de pequenos grupos de índios no hotel. Lá, eles dão aulas de artesanato para os hóspedes, que depois podem comprar itens de artesanato. 

COMO CHEGAR

Azul leva de São Paulo a Teixeira de Freitas (BA), com conexão em Belo Horizonte. Para ir até Corumbau, informe-se com seu hotel para contratar o transfer – são 2 horas de viagem. Também é possível chegar por Porto Seguro, a 220 km de Corumbau, e alugar um carro

Leia a matéria no site do Estadão.

Casamento realizado por Cacique Pataxó é o novo produto do Hotel Vila Naiá, em Corumbau (BA)

A realização de enlaces matrimoniais em praias do Caribe ou em meios de hospedagem paradisíacos espalhados pelo mundo está se tornando cada vez mais frequente. Os casais convidam familiares e amigos íntimos e todos vão curtir a cerimômia e comemoração de forma diferenciada. Alguns preferem unir o exótico ou ainda fazer uma reconexão com a ancestralidade. Para este público o Vila Naiá, hotel de luxo em Corumbau, na Bahia, criou o casamento Pataxó, celebrado de acordo com as tradições indígenas.

Segundo a direção do empreendimento, a demanda foi natural, pelo fato do hotel estar cercado por uma reserva Pataxó. Passando a lua de mel no Vila Naiá, um casal de franceses resolveu renovar seus votos em um ritual Pataxó e sentiu mais força que a cerimônia realizada na Europa. A forma de união foi o ponto de partida para a criação do casamento como produto, que pode ser contratado pelos hóspedes.

Na celebração são feitas pinturas e trajes indígenas tanto para a noiva como ao noivo podem ser adquiridos ou locadas e a festa inclui as danças típicas da tribo com serviços de alimentos e bebidas.

Leia a matéria no site do Hotelier News.