O que fazer em Corumbau, a capital do sossego

Com poucas pousadas e a duas horas de viagem do aeroporto mais próximo, vilarejo no sul da Bahia nunca está cheio demais. A pedida ali é relaxar – ou fazer um dos passeios abaixo.

A viagem até Corumbau, no sul da Bahia, é um exercício de contemplação. Não somente pelo tempo que leva – cerca de 4 horas entre a saída de São Paulo e os pés na areia –, mas pelas paisagens que misturam praias, fazendas e o imponente Monte Pascoal. O pequeno distrito do município de Prado é o lugar ideal para descansar a cabeça, comer bem a e engatar bons papos.

Corumbau tem apenas 700 moradores – e, mesmo nos feriados mais concorridos, o número de turistas não é suficiente para atrapalhar a calmaria. Diferentemente da badalada vizinha Caraíva, Corumbau conserva praias sempre sossegadas. A extensa faixa de areia branca é um convite para não fazer nada. 

Embora pequeno, o vilarejo tem  infraestrutura turística razoável, com pousadas simples e luxuosas. A Pousada e Restaurante Canal do Pampo (73-99143-2920), por exemplo, é interessante para quem não quer gastar muito. Com quatro apartamentos, com ar condicionado, Wi-Fi e TV a cabo, tem diária com café a R$ 200 o casal. Apesar da simplicidade, a pousada é bem localizada e o restaurante, de frente para o mar, oferece porções saborosas. A proprietária, Goinha Santos, conhece Corumbau como ninguém e é excelente companhia para uma conversa na varanda, regada a caipirinha.

Em contrapartida, o luxo oferecido pelo Vila Naiá não destoa da simplicidade da região. Rústico e confortável, o hotel se mistura à paisagem e oferece ao hóspede a possibilidade de estar em contato com a natureza, sem deixar de lado um serviço impecável. São apenas oito suítes, a poucos metros da praia. Não à toa, recebeu o prêmio de melhor hotel de praia da América do Sul, dado pelo guia Condé Nast Johansens em 2011. As diárias para o casal, com café, começam em R$ 1.200. 

Se entre um mergulho e outro você se entediar, escolha uma das atrações abaixo e divirta-se.

BALEIAS

As jubartes visitam o litoral da Bahia de julho a novembro, para se reproduzir e dar à luz seus filhotes. Para quem está em Corumbau, é preciso pegar a estrada até Cumuraxatiba, a 77 km. Lá, a Aquamar oferece passeios de barco para avistar os animais. Custa R$ 80 por pessoa e dura três horas, mas é importante ficar atento à previsão do tempo. É claro que você vai querer tirar fotos, mas não faça disso a razão do tour – a não ser que você seja um especialista, as imagens raramente ficam boas. Não esqueça o remédio para enjoo. Você vai precisar.

MONTE PASCOAL

Apesar de os 15 km de praia serem tentadores para quem visita Corumbau, o passeio até o Monte Pascoal pode surpreender. Para chegar ao Parque Nacional Monte Pascoal é preciso contratar o serviço de transporte 

(R$ 350 para quatro pessoas, informe-se no seu hotel). A entrada no Parque custa R$ 5 e o ideal é contratar um guia que pode acompanhar o turista em caminhadas na base do morro ou em trilhas na íngreme subida de quase 1.700 metros. Vale o esforço. A vegetação de restinga é coadjuvante quando se tem a vista para as praias.

GASTRONOMIA

Não precisa se preocupar com relação a comida em Corumbau. Os poucos restaurantes do distrito oferecem pratos bem feitos e fartos. Na Pousada do Pampo, a pedida é o arroz de polvo (R$ 120 para duas pessoas). Já no restaurante Cantinho Nativo, o carro-chefe é o bobó de camarão (R$ 80, para dois). O restaurante do Vila Naiá também atende não-hóspedes – o cardápio à la carte oferece entrada, prato principal e sobremesa por R$ 250. Os ingredientes são, em sua maioria, produzidos no próprio hotel. Se passar por Prado, aproveite os restaurantes do Beco das Garrafas – leia mais aqui.

PATAXÓS

A seis quilômetros de Corumbau fica a aldeia indígena de Barra Velha. Para visitá-la a partir do vilarejo,  é preciso contratar um serviço de barco (R$ 200), que sobe o Rio Corumbau. O passeio, feito em meio ao mangue, é delicioso e dura cerca de meia hora. Ao chegar, não espere encontrar uma aldeia tradicional. O local possui casas de alvenaria, mas isso não acaba com o encanto. Os índios produzem artesanato e bijuterias e ensinam aos turistas cantos e rezas do povo pataxó. O Vila Naiá organiza visitas de pequenos grupos de índios no hotel. Lá, eles dão aulas de artesanato para os hóspedes, que depois podem comprar itens de artesanato. 

COMO CHEGAR

Azul leva de São Paulo a Teixeira de Freitas (BA), com conexão em Belo Horizonte. Para ir até Corumbau, informe-se com seu hotel para contratar o transfer – são 2 horas de viagem. Também é possível chegar por Porto Seguro, a 220 km de Corumbau, e alugar um carro

Leia a matéria no site do Estadão.

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